Da passividade à pró-atividade


Para se abandonar a passividade e abraçar a pró-atividade, há uma forte possibilidade de termos de experimentar um pouco de agressividade. Porquê?
Uma atitude passiva coloca facilmente uma pessoa na posição de vítima contrariada, que guarda ressentimentos, ofensas e remói pensamentos. A passividade aceita o que não quer, não fala a sua verdade, sofre com uma pressão atmosférica demasiado baixa. Tudo isto causa muito sofrimento, sufoco, necessidade de rompimento. É preciso romper essa camisa de forças. É preciso força. Força, necessidade de defesa, proteção, libertação. Parece que nos estamos a preparar para o combate. É aí que experimentamos a agressividade. Ela é aquela amiguinha que surge e nos diz: “Vou proteger-te.”
Usamos agressividade, recorremos àquele tom de voz ríspido, ou até mesmo palavras duras, porque temos medo de ficar na passividade. Queremos lutar para sair de lá e despertamos aquele guerreiro que existe dentro de nós. Mas esta é uma fase transitória.
À medida que nos vamos apercebendo do poder que temos, de que as rédeas da nossa vida estão nas nossas mãos, de como temos boca para dizer não ou dizer sim, à medida que nos tornamos mais confiantes e verdadeiramente fortes, percebemos que na verdade não precisamos daquele guerreiro. Na verdade, basta estarmos calmos, sorridentes e dizermos de forma pró-ativa o que temos a dizer. 

A calma e a confiança são mestres em organizar o pensamento de modo a que critiquemos os comportamentos e não as pessoas, que compreendamos o outro sem perder o nosso centro, que aceitemos que podemos ter visões diferentes do mundo e ser amigos na mesma.

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