E se um olhar bastasse?
E se um olhar bastasse?
E se nos entendêssemos tão bem que não fossem necessárias palavras? E se bastasse um olhar, um sorriso, um gesto? E se conseguíssemos intuir as mais de mil palavras que alguns silêncios valem?
A linguagem não verbal sempre disse muito mais que a verbal. Sempre foi uma linguagem mais verdadeira, mais fiável, mais genuína. Para um bom observador, a forma de detectar uma mentira é comparando a linguagem verbal com a não verbal. Se não coincidem, as palavras não são verdadeiras. É muito difícil mentir na linguagem não verbal. Isso requer um treino muito frequente e disciplinado.
A nossa postura, o nosso olhar, o nosso sorriso, são canais diretos para o nosso interior. Estão intimamente ligados àquilo que sentimos.
Por que é que os românticos dizem que o amor começou com uma troca de olhares? Os românticos pensam menos e sentem mais. Sentem-se traídos pela sua poesia, que nunca faz justiça ao sentimento, por mais artística que seja. O olhar espelha a alma. O olhar diz tudo o que vai cá dentro.
E se falássemos só com os olhos? E se ativássemos mais o hemisfério direito do nosso cérebro? E se sentíssemos mais? Será que comunicaríamos melhor?
Estaremos suficientemente despertos para ler os sinais subtis que os outros enviam? Será que observamos atentamente?
A correria, o stress, a exigência extrema, o ser demasiado forte, o raciocínio lógico levado ao extremo deixam-nos pouco espaço para sentir. Se bloqueamos o sentir, que sentido têm as palavras?
Nós temos cá dentro uma chave que descodifica a mensagem não verbal. Só precisamos lembrarmo-nos. Só precisamos despertar e observar para perceber.
E se um olhar bastasse?
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